domingo, 4 de dezembro de 2011

Motocólatras de Araguari em ação (novembro de 2011)!!!

Amigos dos Motocólatras em ação social no Bairro São Sebastião de Araguari...parabéns, amigos! Podem contar sempre conosco!!!!






quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Moto turbo no Salão de Paris

Empresa francesa mostra moto com turbo no Salão de Paris

Conceito tem motor de dois cilindros e 160 cv de potência.
Feira parisiense de motocicletas vai até domingo (4).

O Salão da Moto de Paris abre as portas para o público nesta quarta-feira (30) e uma das principais atrações é da marca francesa Boxer. A empresa, que possui 27 anos de existência, apresenta na feira o conceito Superbob. Além de um visual extravagante, a motocicleta do estilo naked — moto sem carenagens destinada ao asfalto — possui motor V2 turbo de 997 cm³ que é capaz de gerar 160 cv de potência a 9.500 rpm e 12,7 mkgf a 8.000 rpm.
Boxer Superbob (Foto: Divulgação) 
Boxer Superbob
Para alcançar estas cifras e tornar o funcionamento do motor com respostas mais imediatas, a marca equipou o propulsor com um turbo de baixa pressão. As novidades seguem com chassi de fibra de carbono e um visual futurista.
Motocicleta tem motor turbo de 158 cv (Foto: Divulgação) 
Motocicleta tem motor turbo de 160 cv
Os freios são da “grife” Brembo, as rodas Marchesini e o sistema de suspensões Öhlins, todas marcas de componentes de alto padrão. Seu peso a seco é de 175 kg e o tanque é capaz de levar até 16 litros de combustível.

Super Ténéré Worldcrosser


Yamaha lança a Super Ténéré Worldcrosser por 15.690 euros

Motocicleta chega ao mercado europeu em março de 2012.
Versão especial recebeu acessórios para aumentar capacidade off-road.

Do G1, em São Paulo
A Yamaha apresentou nesta quarta-feira (30) a XT 1200Z Super Ténére World Crosser, durante o primeiro dia do Salão da Moto de Paris, que vai até o próximo domingo (4), na França. Este modelo, que havia aparecido como conceito em 2010, chegará ao mercado europeu em março de 2012 com preço sugerido de 15.690 euros — equivalente a R$ 38.677 (cotação do dia). A nova versão da motocicleta recebeu equipamentos que aumentam sua capacidade off-road.
Yamaha XT 1200Z Super Ténéré Worldcrosser (Foto: Divulgação) 
Yamaha XT 1200Z Super Ténéré Worldcrosser
De acordo com a marca, a Worldcrosser possui diversos componentes mais leves do que os presentes na Super Ténéré tradicional. Entre eles, estão carenagens e protetores de carbono. A motocicleta também conta com protetores adicionais de cárter, cardã e freio traseiro, fabricados em alumínio negro.

Os pneus passam a ser de cravos, o que possibilita enfrentar com mais eficiência a terra. Além de ser vendida como uma versão, existe a possibilidade de comprar o kit Worldcrosser para instalar na Super Ténéré standard. O escapamento Akrpovic não faz parte do pacote e é vendido separadamente. Seu propulsor segue o mesmo bicilíndrico de 1.199 cm³, que gera 110 cv de potência a 7.250 rpm e 11,6 mkgf a 6.000 rpm.
Modelo recebeu equipamento para aumentar aptidões off-road (Foto: Divulgação) 
Modelo recebeu equipamento para aumentar aptidões off-road
A motocicleta possui freios ABS, com sistema combinado que divide a frenagem entre os eixos, e controle de tração. No Brasil, a Super Ténéré custa R$ 58.900 e a marca japonesa ainda não tem previsão de trazer a Worldcrosser ao país.

NC700X da Honda no Brasil

Honda confirma NC700X e CRF 250L para o mercado brasileiro

NC700X será montada em Manaus, diz engenheiro.
Marca japonesa ainda não tem data definida para os lançamentos.

Luciana de Oliveira Do G1, em Tóquio 

O Honda confirmou ao G1 nesta quinta-feira (1), no Salão de Tóquio, que lançará no Brasil as novas motocicletas NC700X e CRF 250L. A marca japonesa expõe na feira, juntamente com os carros, suas principais novidades em duas rodas neste ano. Os 2 modelos começarão a ser vendidos no Japão, e depois mundialmente, nos próximos meses. A data da chegada ao Brasil não foi confirmada.
A NC700X é uma motocicleta de uso misto de média cilindrada, com capacidade de rodar na terra e no asfalto. Segundo o engenheiro Masanori Aoki, que desenvolveu o modelo, ele será montado na fábrica da Honda em Manaus, o que deve ajudar no preço.
honda nc700x (Foto: Luciana de Oliveira/G1) 
Honda NC700X será montada em Manaus
A moto traz inovações tecnológicas para o segmento com seu câmbio automático, que é opcional, e espaço para bagagens no local onde tradicionalmente fica o tanque. Para isso, o reservatório de 14,1 litros foi posicionado sob o assento.

A NC700X tem duas versões: uma com câmbio manual de 6 marchas e outra com o câmbio de dupla embreagem, que proporciona transmissão automática para a moto, onde existem os modos Sport e Drive. Também é possível escolher a opção semi-automática, na qual as trocas são feitas com a mão no punho esquerdo. Este é o mesmo sistema empregado na VFR 1200F já vendida no Brasil.
O modelo tem outros dois "irmãos": a NC700S e o scooter Integra. "Fiz 3 motos com base em uma só. Isso reduz custos", explica o engenheiro, destacando que a valorização da moeda japonesa frente ao dólar tem dificultado a produção de modelos para exportação. "Foram os brasileiros em Manaus que escolheram esse modelo entre os 3 da linha NC."
O motor da NC700X é um bicilíndrico de 670 cm³ e refrigeração líquida, com 4 válvulas por cilindro, rende 47,6 cv de potência máxima a 6.250 e torque de 6,11 mkgf a 4.750 rpm. De acordo com a marca, a motocicleta faz consumo de 27,9 km/l e pode alcançar autonomia de 400 km. A moto tem rodas de liga-leve de 17”, tanto na dianteira como na traseira, e seu peso em ordem de marcha de 215 kg. Ela também possui o sistema de freios C-ABS.
No Brasil, o modelo à venda com carateristícas mais similares a NC700X é a Kawasaki Versys. A versão naked, sem carenages da motocicleta e com suspensões mais curtas, a NC700S, não foi confirmada pela marca.
honda crf (Foto: Luciana de Oliveira/G1) 
CRF também irá para o Brasil 

CRF 250L, a substituta da Tornado
Outro engenheiro da marca japonesa, Hikaru Tsukamoto confirmou a vinda da nova CRF 250L, uma trail com aptidões mistas de asfalta e terra, que utiliza como base o mesmo motor da CBR 250R, um monocilíndrico de 249,6 cm³ e refrigeração líquida.
Na CBR 250, o motor rende 26 cv de potência máxima a 8.500 rpm, mas, seu comportamento será revisto para equipar a CRF. A proposta da CRF 250L é muito similar ao da extinta XR 250 Tornado, que saiu de linha com o lançamento da XRE 300, em 2009.
Também está exposta no salão a elétrica RC-E. Por enquanto, é apenas um conceito, explica Tsukamoto. Poucos detalhes técnicos foram divulgados, entre eles as dimensões: ela tem 2,01 m de comprimento, 0,62m de largura e 1,12 m de altura. Atualmente, o único modelo elétrico da marca japonesa é o scooter EV-neo.
honda rc-e elétrica (Foto: Luciana de Oliveira/G1) 
RC-E, conceito elétrico que ainda está sendo testado

Fat Boy 2012...

Harley-Davidson Fat Boy Special

 Aldo Tizzani/Agência INFOMOTO 
 
Harley-Davidson Fat Boy Special 
Uma das motocicletas mais cultuadas do mundo motociclístico, a Harley-Davidson Fat Boy traz novidades em sua linha 2012: guidão recuado e assento mais baixo em forma de cunha. Ao pilotá-la, fica claro que as mudanças se convertem em um maior nível de conforto para piloto. O ícone americano – que ficou imortalizado no filme “O Exterminador do Futuro 2”, estrelado em 1992 por Arnold Schwarzenegger – ganhou aparência mais dark, uma vez que várias peças receberam acabamento em cromo acetinado preto na versão “Special”. Com preço definido de R$ 48.200, o modelo estará disponível já em janeiro para o motociclista brasileiro.

Assim como todos os modelos da família Softail vendidos no Brasil, da qual a Fat Boy Special faz parte, a moto também conta com freios ABS como item de série, além do tradicional motor Twin Cam 96 de 1600 cm³, transmissão de seis velocidades e sexta-marcha Over-Drive (Six-Speed Cruise Drive, como prefere a Harley).

 Esta nova versão da Fat Boy também traz rodas de liga leve maciça, porém pintadas em preto, com 25 pequenos orifícios. Detalhe, o pneu traseiro tem perfil baixo e 200 mm de largura. Além de escapamento duplo estilo shot gun, com ponteira cromada.

Motor V2

A Fat Boy Special que será comercializada por aqui estará equipada com o motor Twin Cam 96, e não com o Twin Cam 103 da versão norte-americana testada pela Agência INFOMOTO nos Estados Unidos. A título de curiosidade, o Twin Cam 103 oferece quase 2 kgfm de torque a mais se comparado com o Twin Cam 96 (13,9 kgf.m contra 12,1 kgf.m). A Harley-Davidson do Brasil acredita que o motor de maior torque seja um diferencial da linha Touring.

A opção da subsidiária brasileira pode não ser a das melhores, até por que a Fat Boy recebeu melhorias que estão diretamente ligadas ao conforto, já que oferece uma posição de pilotagem mais agradável. Da mesma forma, um motor de maior capacidade cúbica e torque só ajudaria ainda mais nas retomadas, nas manobras e nos deslocamentos que exigem baixos e médios regimes de rotação. Enfim, mais segurança!

Teste dinâmico

Neste teste realizado em Park City, vizinho à capital de Utah, Salt Lake City, no meio-oeste americano, a Fat Boy Special demonstrou muita desenvoltura e estabilidade, apesar de seus 313 kg (a seco).

O motor conta com injeção eletrônica de combustível e câmbio de seis velocidades com uma característica muito importante para quem gosta de viajar. A sexta marcha é Over-Drive. Ou seja, a última marcha “tranquiliza” o motorzão V-Twin, que trabalha com giro mais baixo, oferecendo conforto, menos vibração e maior economia de combustível.

No conjunto de suspensão e freios, o destaque é a adoção do sistema ABS, item de série em toda a família Softail. Claro que nenhum motociclista quer usar os freios no limite, principalmente em situações extremas, porém só de saber que o ABS está ali, à disposição, há certo alívio. Além disso, a Fat Boy conta com disco simples de 292 mm em ambas as rodas – com cáliper de 4 pistões na dianteira e cáliper de dois pistões na traseira.

Durante as dezenas de quilômetros percorridos, o conjunto de suspensão da Special se mostrou bastante firme, copiando bem o piso. Mas vale ressaltar que imperfeições ou ondulações não fazem parte das estradas norte-americanas. Para este trabalho, a versão Special da HD conta com o tradicional garfo telescópico com 130 mm de curso na dianteira e, na traseira, sistema bichoque (escondidos e montados horizontalmente sob a moto), com 91 mm de curso.

Primeiras impressões

Para muitos motociclistas, ser dono de uma Harley é mais que ter simplesmente uma moto na garagem. É compartilhar um estilo de vida que leva a bandeira do entretenimento e da amizade sobre duas rodas. No caso da Fat Boy é mais do que isso, trata-se de pilotar um ícone cuja história começou a ser escrita em 1990.

Na linha 2012, a HD melhorou a posição de pilotagem. Sobre a Fat Boy Special o piloto vai confortavelmente sentado, com os pés apoiados em pedaleiras plataforma. Isso sem falar no novo guidão, mais baixo e inclinado. Agora o piloto fica em uma posição mais natural, encaixado no banco e com os braços semi-flexionados. Em modo geral, o motociclista seguirá viagem com bom nível de conforto, desde que não se incomode com o vento no peito.

A Harley-Davidson Fat Boy Special foi feita para o motociclista que tem um destino, mas sem rota definida ou pressa de chegar lá. Aqui, vale a premissa de que o caminho é a parte mais interessante da viagem. Com capacidade para 18,9 litros de gasolina, esta Harley sugere poucas paradas e mais tempo rodando, uma vez que oferece uma autonomia de cerca de 350 km.

Resumindo: Confortável, o conjunto também conta com boa estabilidade, mas não convém exagerar na inclinação da moto para contornar curvas, pois as pedaleiras irão “ralar” no asfalto.

Para finalizar, o painel de instrumentos da Fat Boy Special foi instalado no centro do tanque de combustível. O mostrador traz várias informações – hodômetros total e parcial, relógio, indicador de marcha e rpm, mostrador de nível de combustível e contador de autonomia e luzes indicadoras de LED - e ajuda a compor o visual clássico de uma moto que pode ser considerada um mito da recente história do motociclismo mundial.

Ficha técnica

Harley-Davidson Fat Boy Special


Motor Dois cilindros em “V”, Twin Cam 96B, refrigerado a ar
Capacidade cúbica 1585 cm³
Potência máxima N/A
Torque máximo 12,1 kgf.m a 3.000 rpm
Diâmetro x Curso 95,3 x 111,1 mm
Alimentação Injeção Eletrônica de combustível
Taxa de Compressão 9,2:1
Sistema de Partida Elétrica
Capacidade do Tanque 18,9 litros
Câmbio 6 velocidades, com Cruise Drive
Transmissão Final Correia Dentada
Quadro Berço duplo
Suspensão Dianteira Garfo telescópico, com 130 mm de curso e 41,3 mm de diâmetro
Suspensão Traseira Bichoque (escondidos e montados horizontalmente), com 91 mm de curso
Freio Dianteiro Disco Simples flutuantes com 292 mm de diâmetro e pinça de 4 pistões
Freio Traseiro Disco simples com 292 mm de diâmetro e pinça de duplo pistão
Dimensões
Comprimento: 2.390 mm – Largura: 905 mm – Altura: 1075 mm
Pneu Dianteiro 140/75 – R17 (67V)
Pneu Traseiro 200/55 – R17 (78V)
Altura do Assento 670 mm
Altura Mínima do Solo 120 mm
Entre-eixos 1630 mm
Peso Seco 313 kg
Cores Vivid Black, Big Blue Pearl e Brilliant Silver Pearl
Preço Sugerido R$ 48.200,00

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Husqvarna no Salão da Moto de Paris

Husqvarna mostra o conceito Strada com motor da BMW G 650 GS

Motocicleta chega ao mercado europeu em 2012.
Strada estará no Salão da Moto de Paris, que começa na quarta (30).

Do G1, em São Paulo
A Husqvarna apresentou nesta terça-feira (29), em Paris, na França, o conceito Strada. Integrante do Grupo BMW, a marca de origem sueca que atualmente tem sua sede na Itália declara estar em uma nova fase e este protótipo vem na mesma linha da Nuda 900R, lançada este ano. A Strada será exposta no Salão da Moto de Paris, que abre as portas para o público nesta quarta-feira (30).
Conceito Husqvarna Strada (Foto: Divulgação) 
Conceito Husqvarna Strada
Esta motocicleta utiliza o mesmo motor da BMW G 650 GS que é vendida no Brasil. De acordo com a Husqvarna, o monocilíndrico foi retrabalhado pela marca para obter mais força, mas, ainda não há informações técnicas sobre seu rendimento. Na G 650 GS, o motor de 652 cm³ é capaz de gerar 50 cv a 6.500 rpm e 6,1 mkgf a 5.000.
Motor será o mesmo da BMW G 650 GS (Foto: Divulgação) 
Motor será o mesmo da BMW G 650 GS
Além do motor, as imagems indicam que a moto herdou mais caracteristícas da G 650 GS. Com rodas grandes e pneus de uso misto, pode enfrentar trechos de terra. Contudo, seu visual segue a tendência das supermotard — motocicletas trail com pneus para asfalto.
As vendas da Strada na Europa começam em 2012 e a Husqvarna declara que a motocicleta será fácil de conduzir e, ao mesmo tempo, divertida. Uma motocicleta destinada ao uso diário de homens e mulheres. No Brasil, a Husqvarna segue sem presença no mercado. Pendências entre o antigo representante, o Grupo Izzo, e a BMW impedem a comercialização da marca.
Motocicleta chega ao mercado europeu em 2012 (Foto: Divulgação) 
Motocicleta chega ao mercado europeu em 2012

Primeira loja da MV Agusta no Brasil

MV Agusta Brasil inaugura primeira loja no pais

Agência INFOMOTO / Fonte: iCarros

 
MV Agusta Brasil inaugura primeira loja no país
A MV Agusta Brasil realiza essa semana um coquetel de inauguração da Intercar, primeira concessionária da marca aberta no país. Na data, será feita também a entrega dos primeiros modelos da superesportiva F4 e das duas versões da naked Brutale produzidos na fábrica da Dafra em Manaus (AM) aos proprietários. A Intercar MV Agusta também funcionará como concessionária conceito da marca, ditando o estilo que será seguido pelas outras revendas a serem inauguradas. Até março de 2012, a marca italiana contará com nove concessionárias no país.

Casal criminoso procurado!!!

GPS para motos

As melhores soluções de GPS para motos

Existem no mercado poucos aparelhos GPS específicos para motocicletas
Dentre os modelos existentes novos até a redação dessa matéria (17/10/2011), os melhores são os da marca Garmin, modelos Zumo 660 e 220. Esses aparelhos custam aproximadamente no Brasil, com nota fiscal e garantia, R$ 2600 (Zumo 660) e R$ 1600 (Zumo 220). Esses preços podem variar conforme a loja, em nossa pesquisa no Google encontramos lojistas comercializando o Zumo 660 por R$ 3200! 
A Loja Moto Atacama de São Paulo (www.motoatacama.com.br) ministra cursos ocasionais para uso dos GPS Garmin para motocicletas. O último foi realizado em setembro/2011. Para mais informações envie um e-mail para contato@motoatacama.com.br
Existem também suportes da Touratech (marca alemã), chamados de Shell que servem para acoplar o GPS no guidon da moto, o mantendo carregado e protegido (evita-se o roubo). No mercado têm vários suportes genéricos e outros específicos para determinados modelos de motos, para acoplar da melhor forma GPS em motocicletas.
Uma alternativa para motociclistas que têm menos verba para investir é utilizar aparelhos GPS das melhores marcas, como Garmin e TomTom para carros, mas que com capas protetoras especiais (cases) podem ser utilizados em motocicletas. Precisará ser feito uma instalação elétrica específica para o carregamento do aparelho na bateria da motocicleta.
Na Loja de Artigos para esportes de aventura Arco e Flecha (www.arcoeflecha.com.br) você encontra a venda de diversos mapas para os modelos de GPS da Garmin.
Essa matéria visa apenas apresentar o que consideramos as melhores soluções, existem outras, onde conforme a necessidade, disponibilidade financeira e uso do aparelho, pode ser escolhida pelo motociclista. Só é preciso tomar cuidado para o "barato não sair caro"!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Triumph no Brasil

Triumph anuncia retorno ao Brasil com operação própria em 2012

Principal marca inglesa de motos fez comunicado oficial em seu site.
Primeiras concessionárias serão abertas em julho do próximo ano.

Do G1, em São Paulo
A Triumph Motorcycles, principal marca inglesa de motos, anunciou em seu site oficial que pretende voltar ao mercado brasileiro em 2012. De acordo com comunicado publicado, a marca atuará no país por meio de uma subsidiária própria. As primeiras concessionárias abrirão ao público em julho de 2012.

Triumph publicou comunicado em seu site (Foto: Reprodução) 
Triumph publicou comunicado em seu site
A marca ainda afirmou que mais informações serão divulgadas no início de 2012 e disponibilizou aos clientes, que necessitem de assistência, entrar em contato pelo telefone +44 145 251700 do Reino Unido.

No momento, a Triumph está sem representante no Brasil, após ter finalizado seu contrato com o Grupo Izzo, seu antigo parceiro.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lei "inacreditavel"!!!

Motociclista repudia lei paulista que proíbe garupa em moto

O advogado Antonio Marcelo de Oliveira costuma levar a mulher, Miriam, na garupa da moto e considera a lei inacreditável. Foto: Alexander S. Yamaguti/Divulgação O advogado Antonio Marcelo de Oliveira costuma levar a mulher, Miriam, na garupa da moto e considera a lei "inacreditável"


Hermano Freitas
Direto de São Paulo

Aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo na terça-feira e aguardando sanção do governador para vigorar, a lei que proíbe levar uma pessoa na garupa da moto tem recebido o repúdio por parte de motociclistas. A maioria argumenta que a medida, cuja intenção é aumentar a segurança do usuário deste tipo de veículo e reprimir seu uso em assaltos, acaba sendo um atentado à liberdade do cidadão.
Autor da lei, o deputado Jooji Hato (PMDB) argumenta que a norma visa "proporcionar maior segurança aos motociclistas", já que houve redução na mortalidade de quem usa o carro, bicicletas e de pedestres, mas o mesmo não se observou entre as motos. Ele coloca o uso em assaltos como segunda justificativa para o projeto aprovado, destacando a possível diminuição nas ações de duplas criminosas em motocicletas. Apenas municípios com mais de 1 milhão de habitantes teriam a restrição.
O advogado Antonio Marcelo de Oliveira, 52 anos, considera a lei "inacreditável". Motociclista há 35 anos, ele ironiza a proposta. "Que tal proibir a venda de ternos, pois os bandidos se vestem de executivos para assaltar joalherias? Vamos proibir a venda de maçaricos: acaba o arrombamento de caixas eletrônicos", declarou. Oliveira costuma andar com a mulher na garupa.
A proibição na carona de moto também prejudicaria a estudante Elaine da Silva, 32 anos. Moradora do Tatuapé, na zona leste, estuda enfermagem no bairro da Liberdade e é levada diariamente pelo marido na garupa de sua moto. "No começo tinha muito medo, mas já faz 6, 7 meses que vou assim. Pode ser que não seja a melhor alternativa, mas ainda é o menor dos males", disse. Ela usa o exemplo do pai para ilustrar o que considera a ineficiência da lei. "Ele sofreu um sequestro-relâmpago por parte de dois sujeitos que chegaram de carro", contou.
Para Floriano Marques Costa, que trabalha em uma produtora de eventos, o vigor da lei poderia aumentar as despesas da família. De acordo com ele, o uso da moto economiza ao menos um automóvel. "Hoje, com o uso da moto, deixo dois carros em casa, o meu e o da minha esposa. Se a lei passar, vou ter que comprar mais uma moto ou ela volta a usar o carro, a manutenção passa ser em dobro e o risco de acidente e roubo também", disse.

domingo, 27 de novembro de 2011

Moto mais potente do mundo...turbinada!!

A moto mais potente do Mundo...

http://g1.globo.com/videos/autoesporte/t/todos-os-videos/v/moto-mais-potente-do-mundo-aparece-no-festival-da-velocidade-na-inglaterra/1710623/

Os motoclubes no Brasil

Conheça um pouco da história dos motoclubes no Brasil

No Brasil a primeira associação fundada em 1927 foi o Moto Club do Brasil sediado na Rua Ceará no estado do Rio de Janeiro, alguns anos depois, mais precisamente em 1932 surgiu o Motoclub de Campos. E talvez seja este o mais antigo MC que se tem notícia no mundo. Lá fora, nesta época (Década de trinta) estavam surgindo moto clubes com tendência mais rígida e muitos acontecimentos vieram a expor a imagem do motociclista ao ridículo principalmente pela imprensa sensacionalista da época que acusava os motociclistas de arruaceiros, desordeiros e outros superlativos.Mais tarde, algumas produções de Hollywood serviram para incentivar verdadeiros desordeiros a criarem motoclubes e formar gangues. Tal fato fez da Década de 50’, a página negra na história do motociclismo. Mas isso está mudando, pena que ainda somos confundidos com arruaceiros que aparecem em encontros fazendo bagunça do tipo estouro de escapamento, borrachão com pneu e etc.
Mais tarde, já na Década de 60’ as motocicletas voltaram a ser tema de Hollywood com Elvis Presley, Roustabout e Steve McQueen com ‘A Grande Fuga’, uma série de filmes que chegou ao seu auge com ‘Easy Riders’. Finalmente inicia-se a mudança da imagem do motociclista com o início da sua fase romântica, que perdurou até o final da Década de 70’. Este período fixou o motociclista como ícone de liberdade e resistência ao Sistema. No Brasil, nessa época, surgiu em São Paulo-SP o Zapata MC (1963) e já no final da Década, no Rio de Janeiro, o Balaios MC (1969) grupo este que já seguia os novos padrões internacionais e o princípio de irmandade.
A partir da Década de 70’ viu-se a implantação de diversos motoclubes pelo mundo, a maioria já seguindo o princípio de hierarquia e irmandade. No Brasil a popularização iniciou-se na Década de 90’, quando da liberação da importação pelo governo do então presidente Collor. O maior MC brasileiro era OS ABUTRES que perderam o lugar para a irmandade BODES DO ASFALTO. O maior MC do mundo é HELLS ANGELS MC (EUA – 1948) Os MCs mais antigos são, no Brasil (talvez no mundo) o Moto Club do Brasil(1927) e nos EUA são as Motormaids(1940) M.C. (isso mesmo: um MC de mulheres segundo a AMA- USA).
História dos MCs nos Estados Unidos - como começou?
Provavelmente (por que não é reconhecido pela AMA-US) o primeiro moto clube americano (USA) apareceu após a ‘Grande Depressão’ e que se mantém vivo até hoje é o Cook Outlaws M.C. (1936). Esse grupo era radicado em Cook, cidade de Illinois e mantinha seu território até Chicago. O Cook Outlaws M.C. tornou-se mais tarde o Chicago Outlaws MC e hoje é conhecido como Outlaws Motorcycle Club ou Outlaws MC.
O símbolo dos Outlaws M.C. era gravado na parte detrás dos coletes e consistia simplesmente no nome do clube; as vestes e os revestimentos de couro, assim como o escudo e símbolos de cada facção não existiam nessa época. É interessante notar que de acordo com o site do Outlaws M.C., o logotipo do moto clube (isto é “Charlie,” um crânio centrados sobre dois pistões e bielas cruzadas, similares a bandeira do pirata Jolly Roger) foi influenciado pelo vestuário do filme ‘The Wild One’, estrelado por Marlon Brando em 1954.
Mas o motoclube mais antigo, segundo a AMA não é formado por homens, mas por mulheres! Sim,mulheres! O motoclube feminino chamado Motormaids é o que mantêm o título de moto clube mais antigo (mais de 60 anos) de acordo a American Motorcyclist Association Club– AMA, (veja a revista AMA) associação que concedeu a carta patente de motoclube mais antigo já em 1940. As Motormaids M.C. mantiveram uma identidade singular e uma estrutura hierárquica interna igual desde seu início. E, pasmem! Ao contrário do que muita gente imagina as Motormaids M.C. são sim o motoclube (certificado e com carta patente) mais antigo inclusive que o mundialmente famoso Hells Angels M.C. que teve origem em 1947 e mais ainda do que os OUTLAWS MC.
Os Outlaws MC, criados em 1936, reivindicaram a patente de mais antigo, mas eles realizaram duas modificações em seu nome no decorrer desse tempo e acabaram por não conseguirem provar que era o mesmo MC e, por isso, não obteve a carta patente de mais antigo MC do mundo segundo a AMA americana. Portanto, marmanjos, o MC mais antigo da América do Norte é formado por mulheres motociclistas. E nunca mais fale que moto não é coisa de mulher, ok?
A campanha da imprensa americana contra os MCs
Como se formou a imagem ruim dos motociclistas perante a opinião pública
Associação Americana de Motociclismo
Muitos atribuem a um filme, mas o fato que gerou todo esse preconceito contra motociclistas e MCs teve início a partir de um incidente. Tal fato acabaria definitivamente com a onda e a imagem dos MCs bonzinhos. O fato aconteceu em Hollister, Califórnia, em 4 de julho de 1947. Esse episódio foi tema de uma distorcida reportagem feita pela Revista Life onde ela misturou o novo perfil dos motociclistas ao incidente e fez com que os motoclubes não ligados a AMA ganhassem popularidade.
Naquela época, apenas os membros da AMA recebiam o certificado de motoclube o que dava permissão de competir em provas de velocidade. O mundo da competição era um fator determinante para a formação e difusão dos motoclubes nos EUA. A AMA era responsável pelas regras relativas aos seus membros, pela segurança nas corridas, bem como pela ‘imagem familiar’ que os eventos necessitavam ter para a venda de ingressos.
Em 4 de julho de 2007, uma falha de organização dentro da AMA provocou um pequeno incidente em Hollister, Califórnia e depois dele a imagem dos motociclistas não seria mais a mesma. Nesse fim de semana, ocorreu o encontro de vários motoclubes, incluindo Pissed Off Bastards of Bloomington (POBOB) e os Boozefighters Motorcycle Clubs, todos atraídos pelas corridas anuais que a AMA promovia por todo os EUA. Como estes eventos eram considerados de primeira linha, uma legião de motociclistas, membros de moto clubes ou não, se faziam presentes. Naquele dia uma mistura de álcool e adrenalina resultou em incidentes. Membros de moto clubes e não membros passaram a competir pelas ruas da cidade, regados a grande quantidade de cerveja. A confusão produziu pequenos incidentes, entre eles dano ao patrimônio e atentados ao pudor, mas nada parecido com “um cerco à cidade”, como a revista Life noticiou.
A dúvida sobre o que realmente aconteceu em Hollister sempre existirá, pois a maior parte das pessoas que viveram aquele final de semana já faleceu e por isso a verdade nunca apareça. As reportagens da época retratam Hollister como uma cidade tipicamente interiorana que foi abalada pela chegada de ‘motoqueiros arruaceiros’ que fizeram da cidade um pandemônio, no entanto, há registros de que Hollister já havia recebido outras corridas de motocicletas, inclusive a própria Gypsy Tour, em 1936. Com isso, pode-se afirmar que a cidade calma foco das reportagens, também não é verdadeira. O certo é que anos mais tarde, também em Hollister, por muito pouco, outra confusão não aconteceu. Em 1997 tentaram comemorar o aniversário de 50 anos do incidente, mas não deu muito certo, pois, de novo, a cidade não tinha capacidade de receber milhares de motociclistas.
EUA, 04 de julho de 1947, Hollister, Califórnia – O dia em que tudo mudou
O incidente ocorrido em 04 de julho de 1947 em Hollister, Califórnia (USA) pode ser atribuído a um erro de cobertura de imprensa e a um texto sensacionalista que tinha como objetivo vender mais jornais (prática da época). De acordo com relatos, Barney Peterson, um fotógrafo do San Francisco Chronicle, publicou a foto de um motociclista bêbado equilibrando-se precariamente sobre uma motocicleta Harley-Davidson, cercado por cascos de cerveja quebrados e segurando uma cerveja em cada mão com a seguinte manchete: “e assim, a América”
O San Francisco Chronicle exagerou quando, no artigo, afirmava que “motociclistas realizavam competições em todas as ruas e entravam com suas motocicletas dentro de bares e restaurantes”. Para piorar este episódio a revista utilizou palavras como “terrorismo” e “pandemônio”. Também afirmavam que as mulheres que acompanhavam os motociclistas eram qualquer coisa, menos “senhoritas americanas”.
O artigo serviu para insuflar os ânimos na região e logo apareceram os primeiros desentendimentos que resultaram até em morte. A revista Life, em 21 de julho de 1947, aproveitando o momento, publicou um artigo usando a mesma foto do motociclista bêbado com o seguinte título: “Ele e os seus amigos aterrorizam a cidade” (Cyclist’s Holiday: He and Friends Terrorize Town). O artigo afirma que “quatro mil membros de um moto clube eram responsáveis pelo tumulto.” Mais do que um exagero essa afirmação era uma deslavada mentira, pois nenhum motoclube havia conseguido juntar, pelo menos a metade desse número, naquela época.
Bastaram apenas 115 palavras colocadas logo abaixo de uma imagem gigantesca de um motociclista bêbado para causarem tumulto por todo país. Alguns autores afirmaram que a AMA liberou para imprensa uma nota que desmentia a sua participação no evento de Hollister e indicava que 99% dos motociclistas eram pessoas de bem, cidadãos cumpridores da lei, e que os clubes de motociclistas da AMA não estiveram envolvidos na baderna. Porém a Associação Americana do Motociclista não tem nenhum registro de tal nota. A revista Life publicou o comentário de pelo menos de três pessoas, uma delas era Paul Brokaw, um proeminente editor de um periódico chamado Motorcyclist. Brokaw ‘detona’ a Revista Life considerando que a imagem publicada era totalmente descabida e mentirosa.
A íntegra da carta do editor à LIFE
Brokaw, em carta ao editor da Life destaca sua indignação com a forma pela qual o fato fora tratado pela revista:

“Senhores,
As palavras mal servem para expressar meu choque ao descobrir que o retrato do motociclista foi obviamente preparado e publicado por um fotógrafo interesseiro e sem escrúpulos.

Nós reconhecemos, lamentavelmente, que houve uma desordem em Hollister – não ato de 4.000 motociclistas, mas de um por cento desse número, ajudada por um grupo de não motociclistas apostadores. Nós, de forma alguma, estamos defendendo os culpados – de fato é necessária uma ação drástica para evitar o retorno de tais comportamentos.
Entretanto, vocês devem entender que a apresentação dessa foto macula, inevitavelmente, o caráter de 10.000 homens e mulheres inocentes, respeitáveis, cumpridores das leis e que são os representantes verdadeiros de um esporte admirável.”
Paul Brokaw
Editor, Motorcyclist
Los Angeles, Calf.

Enquanto os motociclistas comuns e as moto-organizações estavam tentando se distanciar do ocorrido em Hollister, clubes como o Boozefighters buscaram se enquadrar a ele. Assim, o evento de Hollister de 1947 era o que faltava para a consolidação dos motoclubes não alinhados a AMA, ou seja, os “Outlaw Motorcycle Clubs”. Vale ressaltar que estes MCs nunca pertenceram a AMA, logo não foram banidos ou coisa parecida como alguns informam.
Entre 1948 e princípios dos Anos 60’ os clubes de motociclistas (não aliados a AMA) se espalharam para fora da Califórnia estabelecendo um novo capítulo na história do motociclismo nos Estados Unidos. Outlaws Motorcycle Clubs tais como os Sons of Silence Motorcycle Club, surgiram no meio oeste, os Bandidos Motorcycle Club, no Texas; os Pagans Motorcycle Club, na Pennsylvania; entre outros. Durante este período, vários membros do Pissed Off Bastards of Bloomington saíram do seu clube e formaram a primeira versão dos Hells Angels Motorcycle Club (HAMC). No mesmo período, os Boozefighters, um dos Outlaws Motorcycle Clubs originais, iniciou o declínio no número de membros.
O Vietnam e os “Bebês Assassinos”
Um ponto significativo na evolução dos motoclubes 1%
O conflito do Vietnam (1958-1975) pode ser visto como um dos fatos mais recentes que contribuíram para o aumento dos Outlaws Motorcycle Clubs. Se o retorno dos veteranos da 2ª guerra foi um fator que auxiliou na formação desses motoclubes, o conflito do Vietnam foi à pólvora que faltava para explodirem. Veteranos desse conflito eram humilhados pela população em geral. Chegaram a ser rotulados de “bebês assassinos”. Alguns receberam cusparadas e xingamentos nos aeroportos e, muitas vezes, foram recusados em bons empregos, isso após “terem cumprido com o seu dever” para com o país.
No meio dessa confusão surgem os motoclubes 1%. Eles emergem em uma escala nacional tendo como suporte o surgimento dos Outlaw Motorcycle Clubs. Para concretizar este nascimento, os clubes dominantes da época foram além. Observando a declaração atribuída a AMA (de que os arruaceiros eram apenas 1%), buscaram para si a responsabilidade de fazer parte daquele 1% que foi apontado em Hollister. Assim, criaram a organização sem regras explícitas, não alinhada a AMA, ou seja, assumidamente Outlaw Motorcycle Club e passaram a se identificar por meio de um emblema em forma de diamante com a inscrição 1%. Concordaram também em estabelecer limites geográficos ao qual cada MC teria domínio.
Um ponto significativo na evolução dos motoclubes 1% se evidenciou no verão de 1964 na Califórnia. Nesta época, dois membros do Oakland Hells Angels Motorcycle Club foram presos e acusados de terem estuprado duas mulheres em Monterey, no entanto, pouco tempo depois foram liberados, devido a insuficiência de provas. Esse episódio foi à desculpa que faltava para que o governo do estado da Califórnia voltasse os olhos para os outlaw motorcycle clubs. Ainda em 1964, o senador Fred Farr exigiu uma investigação imediata sobre os estas organizações, encargo que ficou sob a responsabilidade do general Thomas C. Lynch.
Duas semanas mais tarde iniciaram-se as investigações. No ano seguinte, o General Lynch liberou ao público um relatório que esmiuçava as atividades dos outlaw motorcycle clubs tais como os Hells Angels. O relatório de Lynch pode ser considerado como a primeira tentativa de se classificar os clubes de motocicleta como um perigo para a comunidade e para o estado, entretanto, se resumiu em afirmar que essas organizações possivelmente cometiam crimes como sedução de jovens inocentes, estupro e pilhagem em pequenas cidades. O relatório foi largamente contestado, até mesmo dentro das organizações do estado. A imprensa, no entanto, percebendo que a história dos Outlaw Motorcycle Clubs vendia bem passou a publicar diuturnamente o lado negativo dessa organização. Talvez Andrew Syder seja o que melhor esboçou o efeito do relatório de Lynch. Segundo ele, o relatório moldou o conceito de motoclube na opinião do cidadão americano de forma negativa. Essa afirmação pode ser compreendida quando se observa os noticiários da época e ainda os dos tempos atuais. Nada, ou pouco mudou.
Os motoclubes ainda são a melhor forma de expressar o motociclismo estradeiro, mas é bom lembrar que todas as corridas que hoje vemos mundo afora começaram com eventos promovidos pela AMA-USA. Tais eventos foram os precursores de tudo o que vem a ser o mercado de motos hoje. Os motoclubes podem até perder o seu pique de crescimento, mas nunca vão perder o glamour.
Não é demais lembrar que uma das mais geniais jogadas de marketing da história do motociclismo foi feita pela Honda quando ela entrava no mercado americano. Honda modificou a forma de se comercializar motocicletas nos EUA, acabando com o sistema de consignações e fazendo com que o americano com cara de good boy trocasse o carro por uma scooter japonesa. Não satisfeito, Honda obteve as primeiras colocações vendendo motos e carros na terra da Harley Davidson e de Henry Ford. O anúncio, oportuno para a época, falava que você encontrava gente bonita numa Honda.
Antes de Honda as oficinas americanas usavam o sistema de consignação e abriam aos fins de semana. Honda mudou isso para o modelo que hoje ainda vigora. Mas nunca é demais lembrar que tudo isso passou a contecer quando alguém decidiu criar um clube de consumidores de motos e acessórios chamado – motoclube.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aventura na "Tail of the dragon"

Inicialmente a idéia era uma viagem à cidade de Charlottesville na Virginia, onde me encontraria com o Comandante Cyro França na casa de sua filha Cristiane. Como tinha milhas de crédito suficiente para as passagens de ida e volta, tentei agendar o vôo junto com o dele, no dia 20. Não foi possível, assim é que sai do Brasil no dia 23 de setembro às 21:45 h e após uma maratona de 3 vôos, passando por 4 aeroportos, cheguei a Charlottesville no dia 24 às 16:00 h.
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Charlottesville foi considerada, em uma pesquisa de 2008, como uma das melhores cidades para se viver nos USA. Utilizamos os três primeiros dias para saber o motivo e acabamos por concordar com a justiça da escolha. A cidade, além de linda e ter seus serviços públicos funcionando de forma irrepreensível, acolhe uma população que tem orgulho de sua cidade e, mais ainda, de sua importância na história da nação.
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Um dos pontos que mais nos impressionou foi a University of Virginia. Não apenas pela sua arquitetura mas, principalmente, pela forma como mantém o espírito e a visão desenvolvimentista que nortearam seu criador: Thomas Jefferson. Ciceroneados pelo Bob, genro do Cyro e professor da University of Virginia, tivemos acesso às suas instalações e todas as informações sobre sua criação e funcionamento. Foi como se tivéssemos um curso intensivo de história norte americana.
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A arquitetura da University of Virginia data do século 18 e seu estado de conservação é invejável, alamedas floridas e muros ondulados, além de quebrar a monotonia convidam ao estudo e à meditação. Entre seus alunos famosos, o escritor Edgard Allen Poe, autor de “O corvo” e cujo alojamento foi preservado exatamente como na época de sua utilização pelo então aspirante a escritor.
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No 4º. dia fomos à Shenandoha Valley na concessionária HD, cerca de 45 milhas de Charlottesville. Mais uma vez a incansável Cristiane, filha do Cyro, nos conduzia e com uma paciência infinita aguardava que namorássemos todas as motos, peças e acessórios daquela imensa concessionária.
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Após cumprir toda a burocracia para o aluguel da moto, fomos apresentado a dita cuja: uma Ultra Classic 2011, em dois tons de grená com 8 k milhas rodadas prontamente batizada de Angelina. O gerente, que já havia ficado impressionado ao ver a página do Cyro e filmes de sua pilotagem no note-book, pediu-me que desse uma volta pelo estacionamento pois era uma praxe antes de liberar a moto. O Cyro falou-me para sair fazendo uma curva para a esquerda e emendar com um “oito” para a direita. Só posso dizer que foi legal, aliás muito legal. Fiz a curva para a esquerda, que era em declive, utilizando a técnica aprendida com o Cyro e quase raspando a plataforma no asfalto. Emendei uma curva para a direita e o cara falou com o Cyro que era o suficiente mas eu, empolgado que estava, não ouvi e comecei a fazer oitos como um alucinado, acho que pensaram até em me abater a tiros. Por sorte vi a Cristiane o Cyro e o gringo sacudindo os braços como náufragos me mandando parar. Foi meu momento de glória, afaguei a Angelina e estacionei elegantemente na frente do gringo. Só faltou a cara de mau. Eu bem que tento mas pareço mais ridículo do que mau. Quando o gerente me parabenizou apontei para o Comandante Cyro, caprichei na pronúncia e mandei: ”- He’s my teacher” . Acho que ele ficou pensando que faço as mesmas manobras, e com a mesma classe, que ele viu o Cyro fazer no filme.
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Isto é uma coisa que jamais cansarei de falar: se não fosse o aprendizado das técnicas de pilotagem da polícia norte-americana com o Cyro, com toda certeza jamais me atreveria a fazer viagens como essa. Provavelmente nem mesmo teria uma motocicleta do porte de uma Harley Davidson hoje. Uma pena que poucos, cerca de 2% apenas, conheçam e utilizam esta técnica. Quantos acidentes, quantos sofrimentos e até mesmo quantas mortes poderiam ser evitados ?
O aluguel foi por uma semana e não me foi dado o desconto por ser membro do HOG, diferente do que aconteceu em Los Angeles, quando obtive um desconto de 10 %. Desta forma o aluguel ficou em 125 dólares por dia com seguro total incluído. O Cyro não alugou a moto pois optou, muito justamente, em curtir netos, filha e genro, afinal não é toda hora que se faz uma viagem dessas e ele estava há 6 meses sem vê-los. Em princípio a idéia era fazer alguns circuitos em torno de Charlottesville. Eu já tinha até um roteiro pronto quando o Cyro falou um nome que mexe com as emoções de qualquer motociclista, até mesmo dos velhos como o locutor que vos fala: “Tail of the Dragon”.
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Falando como quem não quer nada mas com um olhar cúmplice ele dizia que a distancia até lá eram de míseras 700 milhas o que, para quem já esteve a mais de 5.000 milhas, era quase como atravessar a rua. Pronto, estava resolvido, nosso destino era o “Rabo do Dragão”. Entrei no “Ride Planner” e tracei o caminho entre os dois pontos: Charlottesville na Virgínia e Robbinsville na Carolina do Norte, sendo a US81 o caminho mais curto . Acontece, como tudo na vida, que nem sempre aquilo que se afigura como o mais fácil é o melhor. O Bob já havia me falado em uma tal de Blue Ridge Parkway quando, em conversa com uma senhora vizinha deles, ouvi novamente este nome com a recomendação que não deixasse de conhecer a estrada, apenas deveria tomar cuidado pois ficava coalhada de motociclistas, uma fauna estranhíssima, com suas Harleys barulhentas. Bingo, pensei, é a minha estrada.
FIM DA 1ª PARTE
Hélio Rodrigues Silva